
Pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) necessitam de cuidados constantes e especiais, tanto para tratar o problema que causou a internação, como para cuidar dos demais órgãos que podem sofrer alguma injúria para sua recuperação. Dada a inter-relação entre doenças orais e sistêmicas, o cuidado a saúde bucal deve estar incluído nos serviços de UTIs.
Mais do que manter a higiene bucal, o tratamento odontológico do paciente crítico visa a prevenção de diversas infecções hospitalares, principalmente as respiratórias, como a Pneumonia nosocomial, que prolonga o período de internação e exige mais cuidados médicos, podendo levar até ao óbito.
A condição oral destes pacientes sofre, inicialmente, acúmulo de placa dental e cálculo, levando ao desenvolvimento de cáries, doença periodontal e estomatites. Língua saburrosa, úlceras traumáticas, infecção por Candida albicans e halitose também são frequentemente encontrados, prejudicando sua saúde e diminuindo o conforto e bem estar deles. A associação dessas condições, principalmente a doença periodontal, com outras doenças sistêmicas já é evidenciada e torna-se ainda mais severa tratando-se de pacientes com a saúde comprometida.
Dessa forma, a falta de cuidados orais provoca problemas que vão além da boca e além até da saúde geral do paciente internado em UTIs. Alterações sistêmicas promovidas pela negligência da atenção à boca irão causar dificuldades na melhora clínica e prolongamento de estadia na UTI, diminuindo o número de leitos vagos disponíveis e aumentando os gastos hospitalares. Por outro lado, a atenção odontológica é de baixo custo, e promove o bem estar e conforto.
